
Levantamento DataFórum desta quinta-feira (28) mostra que a reação da sociedade civil aos recentes atos golpistas de Bolsonaro incomodou as comunidades de apoio ao presidente no Twitter que, ao se sentirem atacada, centraram ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral brasileiro.
A Carta pela Democracia, lançada pela Faculdade de Direito da USP e que já conta com milhares de assinaturas, gerou repercussão positiva na comunidade lulista e, obviamente, forte reação negativa dos bolsonaristas.
No campo bolsonarista, a Carta pela Democracia foi desqualificada e, para este agrupamento, trata-se de um documento “assinado por petistas”. Sobrou também para a Federação Brasileira de Bancos (Febrabran), classificada como “entidade de banqueiros petistas” pela hoste de apoio ao presidente. Este agrupamento obteve 44% das menções no Twitter.
Por sua vez, o campo lulista exaltou a Carta pela Democracia, bem como todo a reação oriunda da sociedade civil contra as intenções golpista de Bolsonaro. Além disso, este grupo teceu críticas ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, que foi classificado como “cúmplice de Bolsonaro” por conta dos sucessivos arquivamentos de investigações contra o mandatário. Esta comunidade teve 37% das citações.
Cirista e lavajatistas, que nos últimos levantamentos têm formado uma mesma comunidade, centraram o discurso na questão dos debates. Essa comunidade teve 9% das citações.
Foram analisados 635.647 tweets a partir das seguintes autoridades pesquisadas: ‘Lula’, ‘Bolsonaro’, ‘Ciro’, ‘Moro’, ‘Alckmin’, ‘Eduardo Leite’ e ‘Simone Tebet’.

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Bolsonaristas atacam Carta pela Democracia
A Carta pela Democracia provocou uma forte reação no campo bolsonarista, motivando fortes ataques à honra do ex-Presidente, com diversos influenciadores insistindo em chamá-lo de ex-presidiário e condenando o apoio de banqueiros ao Lula.
Circulou um vídeo em que uma pessoa apresenta uma tela de celular, afirmando que está tentando responder uma pesquisa indicando voto em Bolsonaro e não consegue.
Os ataques às urnas eletrônicas, ao sistema eleitoral e ao TSE continuam em alta intensidade e o encontro do Fachin com o grupo Prerrogativas foi bastante atacado.
Por Marcelo Hailer